sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rainy Night 01: A Visita Inesperada

Ola galera, tubo beleza? Espero que sim. Hoje passando por aqui (com bastante tempo de atraso, kk) pra postar o capitulo um de Rainy Night. Amigos, desculpa, sei que muitos podem achar o capitulo um chato depois do prologo, mas acreditem em mim, estes acontecimentos "idiotas" serão importantes mais pra frente, embora eu saiba que a parte que interessa a todos começa realmente no capitulo dois, não pude deixar de escrever este capitulo um. Tenho certeza que logo vocês verão que oque digo é verdade, enfim, sem mais enrolação, leiam: RAINY NIGHT 01: A VISITA INESPERADA. Espero que gostem, boa leitura e até a próxima.


ps: sei que o personagem principal também pode parecer fraco nesse cap. mas acreditem nele também, afinal, o protagonista deve surpreender sempre, certo? Ainda tem muita coisa pra acontecer daqui pra frente  nessa historia, já que as mortes ainda nem começaram..kkk.




CAPITULO UM:
A VISITA INEXPERADA

Suicídio, essa era a palavra que rondava a cabeça de David. Já haviam se passado 2 meses desde que Jhonny morrera, e nas ultimas 5 semanas a depressão que a solidão e a exclusão provocaram em David, começara a almentar. O garoto não se preocupava com Jhonny, mas sentia muito a falta de Anne, e aos poucos foi se isolando de tudo e de todos. David ficou em casa sem sair nem para ir ao mercado, mas também não havia necessidade, já que ele também não se alimentava a alguns dias, seu estado começava a ficar grave, foi quando escutou  batidas ritmadas em sua porta.
Felipe era o melhor amigo de David. Alto, magro e bem vestido, um cara realmente boa pinta, daqueles que fazem sucesso com as mulheres.
- David, abre a porta.
Foi como se David despertasse de um longo sono quando ouviu a voz familiar de Felipe. A pouco mais de seis meses o jovem havia viajado para o rio de janeiro para trabalhar como aprendiz assistente de um dos mais importante arqueólogos/historiadores do pais. "Deve ser uma alucinação", pensou David, afinal Lipe, como ele costumava chamar o amigo, devia ter ficado trabalhando por mais um ano e meio, ele não poderia estar ali. As batidas na porta aos poucos começaram a ficar mais forte, e novamente o chamado chegou aos ouvidos do adolescente.
-DAVID, ABRE A PORTA! Sei que você esta ai.
Ainda duvidando do momento, David se levantou, caminhou até a porta e abriu-a vagarosamente, dando de cara com seu ex-colega de quarto. Felipe sorriu calorosamente e pondo as mãos nos ombros do garoto assustado a sua frente disse "oi" indo de encontro a um abraço, mas para sua surpresa o adolescente deu um passo para trás, tropeçando com o calcanhar no tapete e caído sentado. Do lado de fora do apartamento, três malas se escondiam por detrás das penas do jovem de cabelo preto e sapatos engraxados parado a porta.
- Hmm... Cara, você não parece bem.
Falou Fe, esticando a mão para ajudar o amigo a se levantar.
- com certeza não...
Murmurou David tão baixo que Fe não conseguiu entender nada além de um "om..za..ão" mas não fez questão de pedir para que o rapaz caído a sua frente repetisse. David estava mais pálido que o comum, mesmo pra alguém que estava a dias sem comer ou dormir, ele estava apavorado. Fe abaixou-se e pegou a mão do adolescente, sabia que sozinho ele não se levantaria, e puxou tão rápido e forte que por um segundo David achou que seu braço estivesse sendo arrancado, e em segundos ambos estavam novamente frente a frente, desta vez de mãos dadas olhando fixamente um ao outro. Então Felipe disse sorrindo mais um vez:
- Cara, você ta branco, em um lugar úmido, pelo visto até sem comer, e com certeza essas olheiras ai é por não dormir... - riu sutilmente- ... e sua mão ainda continua quente.
- Para falar besteira.- sorriu David, finalmente de dando conta de que seu amigo realmente estava ali.
- Então, oque anda aprontado manolo?
- pra ser sincero...
- nada.
- hm... isso.
- mas e o trabalho?
- ja faz quase dois meses que não vou.
- E o namoro com a Anne?
- a gente terminou. - então ele desviou o olhar como se não pudesse encarar o amigo - o ex dela se matou por minha culpa... ai, ele terminou comigo.
- Caramba mano, oque que tu fez assim de tão grave pro cara se matar.
- deixa pra lá... vamos falar de outra coisa.
- hmm.. ta, mas primeiro... - Fe sorriu olhando pra malas- posso entrar?
Algumas horas se passaram desde que Fe batera na porta para chamar David. Os dois amigos passaram a tarde toda conversando, de um lado um contando os seus problemas com a ex-namorada e seus momentos de "reflexão", dou outro o recém chegado falando de suas aventuras e descoberta, do quanto aprendeu, mas a noite começara a cair e após a longa viagem de avião, Felipe ainda não tinha almoçado, seu estomago ja roncava dolorosamente de fome.
- Oh Dav, vamos jantar?
- Hmm, pior que não tem nada pra comer aqui. - David pareceu se sentir envergonhado, na época em que Fe morava ali nunca havia faltado comida - podemos pedir uma pizza ou algo parecido.
- não. Vamos jantar fora?
- ahh..
A sugestão de Fe era claramente melhor, mas havia um detalhe: sem trabalho, David também esta sem dinheiro. "Por minha conta", as palavras magicas daquele momento saíram da boca de Fe, inconscientemente a boca de David abriu um sorriso, pela primeira vez em dias, inexplicavelmente ele sentira fome.


Um comentário:

  1. Interessante Dea, vc escreve bem ^^ e esse negocio do ex da ex namorada dele hein? Eu estou louca pra saber XD
    Vc também devia postar no nyah ou no anime spirit, para mais pessoas lerem , lá sempre tem gente muito bacana, que gostam de ler e fazem bons comentários

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